INFORMAÇÕES

Carga horária:   8 horas

Publico Alvo

Psicólogos Clínicos, Terapeutas e Estudantes de Psicologia

Nível do curso – Intermediário

Local: Rua Wanderley, 611 - Perdizes, São Paulo, SP

Realizador: Paradigma Centro de Ciências e Tecnologia da Análise do Comportamento

Telefone: (11) 3672-0194

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

A Psicologia, como uma das áreas de conhecimento científico, tem o compromisso e a responsabilidade de pensar em uma atuação mais abrangente e inclusiva, considerando especificidades da população brasileira mais marginalizada: pessoas negras, pobres, LGBTQI+ e mulheres. A proposta de uma terapia racial, nasce sob influência dessas discussões mais emergentes em Psicologia - Feminismo, Psicologia Preta e Estudos sobre gênero.

O presente curso, insere-se nessa proposta de se dedicar à formação do psicólogo e, para tanto, pretende levantar questões relevantes na atuação desse profissional, voltado às atuações específicas de demandas clínicas construídas em prol do racismo estrutural. A terapia racial propõe considerar a história, a cultura e a construção da identidade racial de cada indivíduo atendido, considerando o colorismo dentro dessa perspectiva, pois esta é também, uma faceta da discriminação racial, que classifica os indivíduos pela cor da pele. O racismo contra pessoas negras é consequência de toda uma construção sócio-histórica, regada a diversos tipos de violência, segregação e genocídio. O racismo faz com que o sujeito negro estabeleça uma relação persecutória com o seu corpo, possuindo a tendência em destruir a identidade racial.

Por fim, este curso objetiva levar a compreensão de que o racismo adoece pessoas negras e, propor um manejo de acordo com essas demandas, conscientizando profissionais, em relação aos perigos da patologização sem compreensão dos recortes de classe e raça por uma visão da análise do comportamento.

Tópicos abordados neste curso:

Panorama Histórico:

1.1. Do escravismo ao Racismo

1.2. O Mito da Democracia Racial

1.3. Colorismo e Teoria do Embranquecimento

 

Análise do Comportamento:

2.1. Seleção por consequências

2.2. Breve conceituação de Self

2.3. Análise Funcional da Cultura vs. Patologização

 

Racismo e Saúde Mental

3.1. Movimento Negro no Brasil

3.2. Legislação Brasileira e o Código de Ética do Psicólogo

3.3. Terapia Racial: Discutindo as demandas clínicas de pessoas negras "

 

BIBLIOGRAFIA

  • "CARNEIRO, S. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2011.

  • CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Relações Raciais: Referências Técnicas para atuação de psicólogas/os. Brasília: CFP, 2017.

  • CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP Nº 018/2002. Brasília: CFP, 2002.

  • COSTA, J. F. Da cor ao corpo: a violência do racismo. In: SOUZA, N. S. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.

  • DAVIS, A. Mulheres, raça e classe. trad. Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.

  • SOUZA, N. S. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Graal, 1983.

  • VEIGA, L. M. Descolonizando a psicologia: notas para uma Psicologia Preta. v. 31, n. esp. (2019): Dossiê Psicologia e epistemologias contra-hegemônicas

  • VEIGA, L. M. Qual a cor da Psicologia no Brasil? Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, 9 set. 2018a. Opinião, p. 9. Disponível em: https://www.jb.com.br/pais/artigo/2018/09/4697-qual-a-cor-da-psicologia-no-brasil.html. Acesso em: 12 out. 2019.

  • VEIGA, L. M. As diásporas da bixa preta: sobre ser negro e gay no Brasil. Revista Tabuleiro de Letras, Salvador, v. 12, n. 1, p. 77-88, 2018b. http://dx.doi.org/10.35499/tl.v12i1.5176

  • Tavares, J. S. C., Kuratani, S. M. de A. Manejo clínico das repercussões do racismo entre mulheres que se “Tornaram Negras”. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 39, p. 1-13, 2019. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98932019000100118&script=sci_arttext

CORPO DOCENTE

 

Ananda Pantet (CRP 06/124196)

Psicóloga formada pela PUC-SP, com curso de extensão em Acompanhamento Terapêutico e qualificada em Terapia Analítico-Comportamental, ambos pelo Paradigma. É membro da RedeTAC, rede colaborativa interinstitucional para pesquisa e desenvolvimento das terapias Analítico-Comportamental, e do TACN1, que realiza pesquisas de processos e resultados terapêuticos. Além de trabalhar em clínica particular há 3 anos e ser facilitadora em grupos de apoio para portadores de TOC pela ASTOC.

 

 Cíntia Milanese

Psicóloga em formação e pós-graduanda em Sexologia Aplicada pelo Instituto Paulista de Sexualidade (INPASEX); Em formação em Introdução de Terapeutas Comportamentais, pelo Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento (ITCR). Possui extensão acadêmica em Análise Experimental do Comportamento (PUC/SP). Integra o grupo de iniciação científica, com pesquisas referentes à Clínica Feminista, Psicoterapia Analítica Funcional e a Atuação do Profissional de Psicologia. Tem especial interesse em Psicologia Clínica Contextual, Psicologia Feminista e Psicologia Preta.

 

Mariana de Paula

Psicóloga em formação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP); atuante na área de inclusão há três anos, é Acompanhante Terapêutica (AT) e Auxiliar de Supervisão em Análise Aplicada do Comportamento (ABA) no Núcleo de Consultoria Inclusiva (NCEI), prestando atendimento à pessoas com deficiência. Tem interesses em Pesquisa sobre cultura, com foco em feminismo negro e questões raciais. Possui especial interesse em Psicologia Preta e Psicologia Feminista.

CALENDÁRIO

Dia: 01/02/2020 das 8:30 às 12:30 e das 14:30 às 18:30h

 
INVESTIMENTO

Pagamento de inscrição até 30/11/2019 – R$ 308,00

Pagamento de inscrição de 01 a 31/12/2019 – R$ 385,00

Pagamento de inscrição a partir de 01/01/2020 – R$ 462,00

 

 
 
 
 
IMPORTANTE – A confirmação da inscrição no curso está condicionada ao pagamento da matrícula.